Na UEL, presidente da ADUSP alertou para os riscos e falhas do modelo paulista de autonomia universitária. Modelo contribuiu para gerar a crise na USP e a arrastou para a mais longa greve de sua história
31 de Outubro de 2014 às 17:36:45Ao final do debate com Ciro Teixeira Correa, presidente da Adusp, docentes da UEL aprovaram que a discussão da Autonomia de gestão é indissociável da discussão sobre a Autonomia política e da gestão democrática da Universidade

No debate organizado pelo Sindiprol/Aduel no dia 30 de outubro, o professor Ciro Teixeira Correa, presidente da ADUSP, expôs os avanços e problemas do modelo de financiamento das universidades estaduais paulistas, USP, Unesp e Unicamp.
O professor Ciro afirmou que o decreto de "autonomia", assinado pelo ex-governador Orestes Quércia em 1989, prevê em princípio a previsibilidade de recursos, permitindo às universidades planejar a atividade da instituição. Porém ressaltou que a falta de transparência e democracia internas limitam a própria autonomia.
Além disso, revelou que o teto do percentual da arrecadação do ICMS destinado às instituições está abaixo do necessário desde a implantação desse modelo de financiamento, comprometendo assim o funcionamento das universidades e levando, necessariamente, mais tarde ou mais cedo, a uma crise aguda.

Ao final do debate, foi aprovado como proposta indicativa para compor uma plataforma estadual conjunta de luta com os outros sindicatos docentes que:
- A discussão da Autonomia de Gestão Financeira da Universidade é indissociável da discussão sobre a Autonomia Política e sobre a Gestão Interna Democrática da Universidade.
Esta formulação deverá compor a pauta unificada com as associações docentes do Paraná para debater com o governo e a comunidade universitária.
Fonte: Sindiprol/Aduel